O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou em pronunciamento à nação na quarta-feira, 1º de abril de 2026, que países que dependem do petróleo do estreito de Ormuz devem proteger a passagem. A fala ocorreu no contexto de tensões sobre o controle da rota.
Trump disse que os EUA já cumpriram a “parte difícil” de dizimar o Irã e que a rota comercial está livre para ser tomada e protegida por outros atores. A mensagem enfatizou a autossuficiência energética norte-americana.
O presidente norte-americano afirmou ainda que o estreito de Ormuz não é prioridade dos EUA, por ter petróleo suficiente para não depender da passagem. Segundo ele, falta coragem aos demais países para intervir.
Ele sugeriu que esses países comprem petróleo dos EUA e reforcem a proteção da passagem, afirmando que os EUA apoiam uma intervenção, desde que seja liderada por outras nações.
A Casa Branca já tinha tentado mobilizar outros países para vigiar o estreito, visando garantir o fluxo de navios. Em março, Trump mencionou China, França, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido como potenciais participantes.
Entre os citados, China, Japão e Coreia do Sul dependem bastante do petróleo que atravessa Ormuz. Economias asiáticas costumam ser grandes clientes de petróleo do Oriente Médio, com a Índia também dependente do estreito.
No entanto, a estratégia diplomática tem prevalecido em vez da operação militar direta. China e Índia conseguiram acordos para passagem de navios com destino a seus mercados, nos últimos dias, e evitam intervenções diretas.
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