O ministro de Energia da Rússia, Sergei Tsiviliov, anunciou que um segundo carregamento de petróleo será enviado a Cuba. A informação foi dada nesta quinta-feira, durante um fórum de energia em Kazan, na Rússia. A medida reforça a solidariedade de Moscou diante do que o país classifica como bloqueio energético contra a ilha.
Cuba enfrenta grave déficit de combustível, produzindo cerca de 40% do que consome e recorrendo a importações para manter a rede elétrica. A energia crítica tem prejudicado serviços públicos e provocado apagões em várias regiões.
O anúncio ocorre dois dias após o recebimento do petroleiro russo Anatoly Kolodkin, que aportou em Matanzas com 730 mil barris de petróleo. Analistas estimam que essa remessa possa render cerca de 180 mil barris de diesel, suficientes para atender a demanda diária por 9 a 10 dias.
Contexto atual
Tsiviliov destacou que Cuba está isolada por um bloqueio, afirmando que a Rússia não deixará o país sozinho diante das dificuldades energéticas. A declaração ocorreu em meio a uma retomada de apoio russo ao governo cubano.
Desdobramentos e cenário regional
Especialistas apontam que novas remessas podem ser parte de uma estratégia russa para manter influência na região enquanto Cuba busca alternativas para reduzir a dependência de importações. Não houve confirmação de datas adicionais ou de contratos formais.
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