Três ministros do governo grego deixaram seus cargos na sexta-feira, em meio a um escândalo de subsídios da União Europeia para a agricultura que aumenta a pressão sobre o governo conservador. A informação foi divulgada pela emissora estatal ERT. Os ministérios envolvidos são Agricultura, Proteção Civil e um ministro-adjunto da Saúde. O anúncio de uma eventual reorganização ministerial também foi informado pela assessoria do governo.
O caso envolve acusações de fraude em subsídios concedidos pelo bloco europeu, com beneficiários alegando ter terras ou animais que não possuíam ou superestimando números de cabeças de gado. Investigações da Procuradoria Europeia (EPPO) já detalharam irregularidades desde maio do ano passado e ampliaram o alcance para dezenas de políticos ligados ao partido no poder.
Segundo a EPPO, parte significativa dos pagamentos teria ido para a ilha de Creta, região com forte influência da família do primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis por décadas. A organização também indicou que até 20 membros do partido Novo Democracia estão sob investigação.
Na prática, houve operações de busca, prisões e protestos de agricultores desde outubro, após as denúncias de irregularidades. A EPPO pediu nesta semana que 11 deputados sejam privados de imunidade para eventual processação, além de indicar mais sete políticos suspeitos, incluindo um ex-ministro da Agricultura.
Oposição exige a renúncia de todos os ministros investigados. Mitsotakis afirmou que o esquema teve início antes de 2019 e prometeu responsabilizar os culpados e recompor o dinheiro público. As eleições estão marcadas para o próximo ano, e o governo permanece com vantagem em pesquisas, ainda que sem maioria absoluta.
Entre na conversa da comunidade