Desde a aprovação da lei de anistia na Venezuela, as famílias acompanhadas por ONGs relatam uma queda no ritmo de libertações. Segundo autoridades, mais de 250 pessoas foram liberadas e quase 8 mil retomaram a plena liberdade.
No entanto, mesmo com os avanços, muitos detidos permanecem sob medidas cautelares ou sem a saída definitiva da prisão. Organizações de direitos humanos destacam que as informações oficiais são incompletas.
Asondo de 45 dias após a promulgação, as liberdades vêm ocorrendo de forma irregular, segundo o Foro Penal e a Justiça, Encontro e Perdão (JEP). As entidades apontam que o governo não publicou uma lista oficial de detidos.
Dados das ONGs
O Foro Penal aponta 503 presos políticos ainda encarcerados no fim de março, com dificuldades para indicar advogados de sua escolha. A JEP indica 679 detenções por motivos políticos no mesmo período.
A JEP descreveu o ritmo de libertações como lento, sugerindo que apenas 10 pessoas foram libertadas nos últimos 11 dias frente à dimensão do problema. A entidade acusa o influxo de casos como isolado e sem uma política estrutural.
A comissão responsável pela fiscalização da lei informou ter recebido 13.685 solicitações, com 11.401 identificadas. O porta-voz citou que muitas requisições ainda estão pendentes ou foram rejeitadas, sem detalhar motivações.
Familiares de detentos mantêm mobilizações. Nesta sexta-feira, promoveram vigílias em várias prisões. No fim de semana, participaram de ações religiosas e protestos com cânticos por justiça e liberdade.
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