A Drift Protocol acusa um grupo ligado à Coreia do Norte de ter desviado US$ 270 milhões de sua plataforma de finanças descentralizadas. A empresa atribui o ataque a UNC4736, AppleJesus ou Citrine Sleet, apontando uma reunião com profissionais da Drift em outubro de 2025 como o elo inicial do relacionamento.
Segundo a Drift, após a aproximação, o grupo criou um canal no Telegram para discutir estratégias de integração de cofres e operações internas. A parceria foi considerada sólida após o depósito de US$ 1 milhão no cofre da plataforma em janeiro deste ano.
Detalhes do ataque e consequências iniciais
Em abril, uma vulnerabilidade em VSCode e Cursor permitiu acessar uma pasta destinada a executar código arbitrário, por meio de uma variação mal-intencionada do TestFlight. Com o acesso liberado, transações ocorreram sem aprovação interna, em menos de um minuto.
A Drift informou estar analisando a atividade incomum e solicitou que equipes revisassem acessos e dispositivos conectados à rede multisig. A mensagem reforçou a necessidade de reforçar a segurança para mitigar riscos no ecossistema.
Reação do setor e continuidade de informações
O setor de tecnologia intensificou medidas para prevenção de golpes, com acordos para compartilhamento de informações entre empresas, governos e organizações da sociedade civil. A iniciativa visa agilizar respostas a ataques online e fraudes.
Nesta semana, a Cisco também sofreu um ataque que afetou dados e ambientes de desenvolvimento, segundo o site BleepingComputer. A vulnerabilidade envolve um plugin de ação do GitHub usado por equipes de software.
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