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EUA autorizam participação de líderes do Irã da Assembleia Geral da ONU

Autoridades afirmam que presença da delegação iraniana segue obrigações como país-sede das Nações Unidas

O acordo sede de 1947 impõe aos Estados Unidos receber o corpo diplomático estrangeiro durante eventos da ONU (Nils Huenerfuerst/Unsplash)

Os Estados Unidos permitirão que a delegação iraniana participe da Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York na próxima semana. A informação é de porta-voz do Departamento de Estado nesta quinta-feira (17), mesmo com o conflito que já dura sete meses entre os dois países.

Uma fonte familiarizada com o assunto confirmou à AFP que isso incluiria o presidente iraniano Masoud Pezeshkian. A presença do ministro das Relações Exteriores Abbas Araqchi, também é avaliada, segundo a Reuters

“Em conformidade com as nossas obrigações como país anfitrião, a delegação principal do regime iraniano poderá participar da Semana de Alto Nível da Assembleia Geral da ONU”, disse o porta-voz do Departamento de Estado.

Ainda segundo o funcionário ouvido pela AFP, a delegação será menor do que a do ano passado. Também enfrentará restrições de viagem e proibições de compra de artigos de luxo e outros produtos.

Confronto no Oriente Médio

Os ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, iniciados no final de fevereiro, desencadearam uma guerra com efeitos por todo o Oriente Médio.

Teerã retaliou com um bloqueio do Estreito de Ormuz, uma via navegável fundamental para o trânsito de energia, o que fez com que os preços globais do petróleo disparassem.

Nas últimas semanas, houve um novo aumento nos confrontos entre os Estados Unidos e o Irã, enquanto a navegação permanece restrita no Estreito de Ormuz e no Estreito de Bab al-Mandab, no Iêmen, onde os rebeldes houthis assumiram o controle.

EUA nega visto para Palestina

Na quarta-feira (16), Washington negou ao presidente palestino Mahmoud Abbas um visto de entrada para a Assembleia Geral da ONU. Esse será o segundo ano consecutivo que Abbas foi proibidio de participar da reunião presencialmente. Em 2025, ele participou de forma remota. 

Em um comunicado, que não menciona o presidente nominalmente, o Departamento de Estado afirmou que negaria vistos a membros da Organização para a Libertação da Palestina e a funcionários da Autoridade Palestina.

De acordo com o “acordo de sede” da ONU de 1947, os Estados Unidos são, em geral, obrigados a permitir o acesso de diplomatas estrangeiros às Nações Unidas. Mas Washington afirma que pode negar vistos por motivos de “segurança, terrorismo e política externa”.

O presidente palestino Mahmoud Abbas teve seu visto negado como parte da medida dos EUA, afirmou uma autoridade palestina à Reuters.

+EUA negam visto de presidente palestino para reunião da ONU

Com informações da Reuters e AFP

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