Kanye West, que também atende pelo nome de Ye, ofereceu nesta terça-feira (7) reunir-se com a comunidade judaica do Reino Unido. A proposta ocorre após reação pública à sua apresentação anunciada para Londres, em julho, e aos históricos comentários antissemita e celebratórios de nazismo.
A pressão política aumenta sobre o governo britânico para negar a entrada do rapper. Ye foi anunciado como cabeça de cartaz do Wireless Festival, o que suscitou rejeições de setores da sociedade e do setor privado. Diversas empresas já cancelaram patrocínios do evento.
O artista tem atuado nos Estados Unidos e na Cidade do México neste ano. Em 2023, foi banido da Austrália após lançar a música Heil Hitler. Também houve venda de camisetas com símbolos nazistas no site oficial.
Ye afirmou que o objetivo é promover “unidade, paz e amor” por meio da música. Ele disse estar acompanhando a repercussão do festival e que, se recebido, quer ouvir a comunidade de forma direta, buscando demonstrar mudanças pelas ações.
O primeiro-ministro Keir Starmer classificou a contratação como “profundamente preocupante”. Fontes do Interior confirmaram que a permissão de entrada está sob revisão, enquanto o secretário de Saúde reforçou o registro de padrões de comportamento.
Reação da comunidade e desdobramentos
O Conselho de Deputados dos Judeus Britânicos pediu remorso genuíno e mudança. A entidade sinalizou que pode conversar com Ye após ele sinalizar não tocar no tema no Wireless Festival.
Melvin Benn, da Festival Republic, defendeu a segunda chance e disse que Ye não terá espaço para expressar opiniões no palco, caso a visita ocorra. Grandes marcas retiraram apoio ou promotores do evento, agravando o cenário.
O músico não se apresenta no Reino Unido desde Glastonbury, em 2015, mantendo o hiato recente até a marca do festival atual. A situação envolve questões legais, diplomáticas e de imagem pública, com desdobramentos pendentes.
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