A presidente do Kuomintang (KMT), Cheng Li-wun, chegou nesta terça-feira a Xangai, dando início à primeira visita de uma líder do maior partido de oposição de Taiwan à China em dez anos. Cheng ficará na China até domingo, entre Xangai, Nanquim e Pequim, em uma viagem marcada pela tentativa de sinalizar estabilidade entre os dois lados do estreito.
A líder do KMT busca avançar em temas como comércio e cooperação econômica, sobretudo diante do fluxo comercial que já se intensificou em 2025, ainda que haja espaço para expansão. Cheng reforçou a ideia de evitar qualquer escalada de conflito e de explorar oportunidades para fortalecer a paz na região.
Na quarta-feira, em Nanquim, Cheng e uma comitiva de 30 integrantes visitarem o mausoléu de Sun Yat-sen, figura central na história da China moderna e um simbolo histórico para o KMT. A agenda também inclui encontros potenciais em Pequim, incluindo a capital chinesa, ainda sem confirmação de reunião com Xi Jinping.
Agenda e impactos
O KMT atua como oposição em Taiwan desde 2016, quando o DPP assumiu o governo. Hoje, o partido detém cerca de um terço dos assentos no Legislativo taiwanês. A visita ocorre em contexto de relações tensas, porém com foco em reativações de diálogo e cooperação econômica.
Cheng afirmou que a viagem visa demonstrar que é possível manter estabilidade entre Taiwan e China, evitando conflito e aproveitando oportunidades para ampliar a cooperação. O objetivo é ampliar as bases da paz no estreito, segundo a própria líder.
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