Taiwan’s oposição líder Cheng Li-wun iniciou uma viagem de seis dias à China, iniciando em Xangai e seguindo para Pequim. O objetivo declarado é promover diálogo e paz entre as duas partes, em meio a tensões históricas sobre o status de Taiwan. A visita acontece por convite do presidente chinês, Xi Jinping, e ocorre antes de um encontro esperado entre Xi e o presidente dos EUA, Donald Trump.
A viagem marca a primeira de uma líder da oposição taiwanesa à China em uma década. Cheng descreveu o objetivo como uma demonstração de que não é apenas Taiwan que busca a paz, e ressaltou a seriedade do CPC em usar diálogo para resolver diferenças entre os dois lados. A agenda internacional intensifica-se diante do próximo encontro Xi-Trump, marcado para maio.
Nos dias que antecedem a estadia, o parlamento de Taiwan, controlado pela oposição, adiou o avanço de um orçamento de defesa de 40 bilhões de dólares, com foco em aquisições dos EUA e no fortalecimento da indústria de defesa local. Beijing pressiona para que Taiwan permaneça sob sua influência, mantendo pressão militar na região.
Contexto regional
A China classifica Taiwan como parte de seu território e não exclui o uso da força para reunificá-la. As ações militares recentes incluem exercícios com aviões e navios ao redor da ilha, bem como exercícios com tiros reais em ocasiões anteriores. Washington tem repetidamente criticado esse tipo de atividade como desestabilizadora.
Perspectivas e próximos passos
Ainda não está claro se Cheng terá reunião com Xi durante a viagem, que começou em Shanghai e segue para Beijing. A visita contrasta com a postura do presidente taiwanês Lai Ching-te, visto pela China como separatista, enquanto a liderança de Taiwan mantém o registo oficial de que a ilha é soberana.
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