O Estreito de Ormuz segue amplamente bloqueado nesta quarta-feira, mesmo após o anúncio de cessar-fogo entre EUA e Irã na noite anterior. Armadores buscam clareza sobre segurança e coordenação para atravessar a hidrovia que movimenta uma parte relevante do petróleo mundial.
Ao todo, sete navios deixaram a região desde a manhã de terça, enquanto três embarcações seguiram para dentro do canal, segundo rastreamento compilado pela Bloomberg. No ano anterior, a média de trânsitos em paz ficava em cerca de 135 por dia.
Mais de 800 cargueiros permanecem retidos no Golfo, com a maior parte esperando autorização para seguir. Proprietários e seguradoras permanecem cautelosos, exigindo detalhes práticos sobre a operação de passagem segura.
Cessa-fogo e coordenação
Aperto entre Teerã e Washington aparece como condição para qualquer trânsito, com o Irã cobrando coordenação com suas forças armadas. A possibilidade de pedágio de até US$ 2 milhões por passagem também é mencionada pelas autoridades iranianas.
Analistas destacam que a pausa ainda não equivale a uma normalização. A incerteza persiste, já que faltam planos detalhados de navegação segura entre EUA e Irã. Especialistas alertam para riscos elevados enquanto não houver clareza operacional.
Impactos e perspectivas
Navios-tanque e outras cargas que compõem grande parte da frota retida devem ficar sob monitoramento intenso. A indústria marítima observa como fluxos poderão se restabelecer e em que ritmo, influenciando preços globais de petróleo e gás.
Porta-vozes de operadoras, seguradoras e grupos como a A.P. Moller-Maersk e NYK mantêm tom cauteloso, destacando que sinais de implementação prática ainda são necessários. A Bimco também pede detalhes sobre os planos de navegação.
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