A eleição parlamentar na Hungria pode pôr fim a 16 anos de mandato de Viktor Orbán, segundo pesquisas. O pleito ocorre no domingo e envolve disputa entre o atual governo do Fidesz e o movimento liderado pelo ex-aliado Peter Magyar, do partido Tisza, que hoje lidera as intenções de voto.
Orbán, no poder desde 2010, consolidou o governo com controle da mídia e reformas que, segundo críticos, reduziram liberdades democráticas. A oposição acusa o premiê de afastar o país de padrões europeus, enquanto ele alega buscar reforma da União Europeia por dentro.
O contexto econômico pesa no resultado: três anos de estagnação, aumento do custo de vida e acusações de enriquecimento de aliados. Relatos de conluio com Moscou também influenciam o debate público, conforme apuraram veículos internacionais.
Cenário político
Magyar, de 45 anos, promete combate à corrupção, desbloqueio de bilhões de euros de fundos da UE e taxação de ricos. Ele afirmou que a eleição pode redefinir o papel da Hungria na Europa, em comício realizado em Baja.
Orban argumenta que a escolha é entre soberania e participação na UE, classificando a disputa como decisiva para evitar alinhamento com o bloco autoritário. O Tisza rebate, afirmando que a vitória de Orban manteria o país sob influência externa.
A cobertura também acompanha expectativas de impacto institucional: caso o Tisza vença com maioria simples, podem surgir dificuldades para reverter mudanças legais sob o atual quadro, sinalizam analistas.
Perspectivas e impactos
Analistas veem possibilidade de mudança de rota econômica e maior cooperação europeia com uma vitória do Tisza. O mercado observa sinais de tranquilidade diante de incertezas políticas, com atenção aos próximos passos do governo eleito.
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