Apenas dois navios passaram pelo estreito de Ormuz nesta sexta-feira, o menor fluxo desde o anúncio do cessar-fogo na terça. A passagem continua restrita, sob controle do Irã, e não atende à demanda global por combustível. A situação aumenta as incertezas sobre o abastecimento.
O estreito, rota-chave do comércio mundial, vê apenas um fluxo mínimo de carga. Segundo monitoramento marítimo, cerca de 600 navios ainda estão parados em várias partes da região. Especialistas dizem que a normalização depende de retomada estável do tráfego pelo canal.
Impactos no abastecimento global e custos
As autoridades indicam que a incerteza pode reduzir o abastecimento de petróleo e derivados. O preço do querosene de aviação subiu significativamente, com quedas de oferta previstas para aeroportos europeus. Analistas lembram que a Ásia lidera as altas de preço no último ano.
Para evitar desabastecimento, a indústria apela a ações coordenadas, como compras conjuntas de combustível e flexibilização de importações. O custo do combustível tem impacto direto sobre custos de viagens e fretes, com reflexos no setor aéreo e no transporte marítimo internacional.
Situação na Europa e efeitos regionais
Na Europa, companhias aéreas alertam para risco de redução de voos, aumento de tarifas e cancelamentos no auge da temporada de verão. Países consideram medidas para assegurar suprimentos de combustível de aviação e reduzir dependência de importações.
Enquanto isso, em Dublin, ruas e vias de acesso registraram bloqueios temporários de estradas, com partir de veículos e tratores. Mais de 100 postos de combustíveis ficaram sem abastecimento, elevando temores de desabastecimento local. Autoridades não divulgaram números oficiais sobre motivos.
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