O Brasil e os Estados Unidos firmaram uma parceria para combater o crime organizado por meio do intercâmbio de informações sobre a entrada de armas, peças e drogas em contêineres. O acordo envolve a Receita Federal e o CBP, a autoridade de fronteiras dos EUA.
O foco é ampliar o rastreamento internacional de materiais sensíveis. O envio de dados ocorrerá em tempo real sempre que uma aduaneira identificar produtos de origem parceira. O objetivo é identificar rotas e redes que alimentam o crime transnacional.
A iniciativa foi anunciada pela equipe econômica do governo, dentro do esforço do governo Lula de fortalecer cooperações internacionais. O acordo é apresentado como o primeiro passo relevante para ações conjuntas entre os dois países.
Desarma
O programa Desarma é um sistema informatizado da Receita Federal que amplia a vigilância de armas, munições, peças e explosivos. Ele permite o compartilhamento em tempo real de informações entre Brasil e EUA.
A ferramenta registra dados de apreensões, origem declarada e números de série, facilitando o rastreio da cadeia de fornecimento e o mapeamento de redes ilícitas. O objetivo é acelerar respostas a ocorrências nas fronteiras.
Segundo a Receita, o compartilhamento com a PF já existia, mas será ampliado para outros países. A ideia é que autoridades americanas atuem com mais rapidez em casos de remessas suspeitas.
Compartilhamento de dados
O sistema enviará alertas automáticos às aduanas dos EUA. O objetivo é ampliar a cooperação internacional, mantendo confidencialidade e rastreabilidade das informações.
O acordo prevê que dados sobre exportadores, remetentes e operadores sejam compartilhados dentro dos limites de tratados internacionais. O Desarma pode informar operações em portos, aeroportos e remessas internacionais.
O acordo teve início formalmente em janeiro de 2026, após uma visita técnica a Foz do Iguaçu. O objetivo é fortalecer controles em rotas sensíveis, como a tríplice fronteira, com cooperação integrada entre as autoridades.
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