O líder do Hezbollah, Naim Qassem, afirmou em um pronunciamento veiculado pela emissora pró-grupo Al Manar que continuará a luta contra Israel até o fim. A declaração foi veiculada nesta sexta-feira, 10, e acusa Israel de novos ataques mesmo com um cessar-fogo firmado com o Hezbollah em novembro de 2024.
Qassem criticou o que chamou de compromissos fáceis e disse que não teme as ameaças do inimigo nem suas armas, afirmando que o Hezbollah defende sua terra. As palavras aparecem após o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, negar a possibilidade de cessar-fogo no Líbano, mas sinalizar abertura a negociações diretas.
Desdobramentos internacionais indicam que o Irã não apoiaria a continuidade dos ataques no Líbano. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, pediu o fim de ataques e afirmou que as ofensivas violam a trégua vigente, segundo informações veiculadas por agências.
Na quarta-feira, militares de Israel disseram ter matado Ali Yusuf Harshi, sobrinho e secretário particular de Qassem, em um ataque aéreo próximo a Beirute. Em seguida, o Exército israelense informou ter promovido a maior série de ataques coordenados contra alvos do Hezbollah desde o início do conflito.
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