O US e o Irã encerraram as negociações diretas em Islamabad, no Paquistão, sem chegar a um acordo. O encontro, considerado histórico, durou 21 horas e ocorreu após o Paquistão atuar como mediador entre as delegações.
A comitiva norte-americana foi liderada pelo vice-presidente JD Vance, que acompanhou a delegação e classificou as conversas como substanciais, embora não tenha sido alcançado um compromisso claro com o Irã. O objetivo central era evitar a retomada de conflitos.
Do lado iraniano, a delegação foi chefiada pelo presidente da Câmara, Mohammad Bagher Ghalibaf, e pelo ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi. Eles apresentaram linhas vermelhas, incluindo compensação por danos e desbloqueio de ativos congelados.
O Paquistão atuou como mediador e pediu que as três partes mantenham o cessar-fogo de duas semanas em vigor enquanto as negociações continuam. A postura do Paquistão é de facilitar um novo diálogo entre EUA e Irã nos próximos dias.
Segundo a parte iraniana, o confronto mudou após a aceitação de algumas pré-condições, entre elas uma redução de ataques israelenses no sul do Líbano. As negociações também trataram do estreito de Hormuz, sem detalhar avanços.
A imprensa iraniana destacou que houve divergência entre as partes em dois ou três pontos importantes, o que levou ao colapso do acordo. O governo iraniano não citou explicitamente questões nucleares nas declarações iniciais.
Após o encerramento, o ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, afirmou a necessidade de manter o cessar-fogo e de facilitar um novo diálogo. O Paquistão pretende atuar como intermediário ativo nos próximos dias.
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