A Corte Superior do Quênia rejeitou uma ação de Bia Tosha que buscava impedir a venda da participação controlador de Diageo na East African Breweries (EABL) para a Asahi. A decisão permite que a transação siga adiante, como parte da estratégia de redução de dívidas do grupo britânico.
A venda de 65% da EABL foi anunciada em dezembro e deve ser concluída na segunda metade deste ano. O negócio está avaliado em aproximadamente US$ 2,3 bilhões. A EABL confirmou que a decisão não encerra o litígio, que continua em curso.
A Diageo afirmou que a petição foi rejeitada e que não há impedimentos para o fechamento do acordo. A EABL afirmou que continuará a acompanhar o caso, mantendo a defesa sobre alegações de rescisão injusta de direitos de distribuição.
Contexto da venda e impactos
A operação integra a estratégia da Diageo de reduzir dívidas e concentrar-se em ativos não essenciais. Além disso, o grupo já anunciou a venda de participação majoritária no Royal Challengers Bangalore, por quase US$ 1,8 bilhão, reforçando o movimento de desinvestimentos.
Estratégia sob nova liderança
O CEO Sir Dave Lewis, que está redesenhando a estratégia, deve apresentar o plano aos acionistas no próximo mês. O foco inclui revisão abrangente do portfólio e alinhamento com as demandas de distribuidores e consumidores, com possíveis ajustes de preços para ampliar fluxo de caixa.
Cenário de mercado
A imprensa especializada acompanha fusões no setor de bebidas e no mercado de uísque americano, com conversas entre Brown-Forman e Pernod Ricard para formar um grupo de cerca de US$ 30 bilhões. Disputas e mudanças no mapa concorrencial podem impactar estratégias de empresas globais.
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