O ex-deputado Alexandre Ramagem foi detido por agentes do U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE), órgão americano responsável pela fiscalização de estrangeiros. A prisão ocorreu por questões migratórias, ligadas à permanência irregular nos EUA após ele supostamente ter utilizado um passaporte cancelado para efetuar a compra de um veículo.
Segundo a Polícia Federal, a detenção resulta de cooperação internacional e da troca de informações com autoridades americanas. O governo brasileiro enfatiza que os mecanismos de busca e captura funcionam e que todos os envolvidos em atos contra a democracia devem ser responsabilizados, independentemente do país onde estejam.
A extradição de Ramagem não é garantida nem imediata. Especialistas destacam que detenção migratória e extradição são processos distintos. Nos EUA, a extradição requer um pedido formal, análise judicial e recursos, além de etapas administrativas que podem levar meses.
Contexto institucional
Aliados de Ramagem, filiados ao PL, minimizam o episódio como uma infração administrativa leve ligada a questões de trânsito em Orlando. Eles defendem que a situação dele está em análise, porque aguarda julgamento de um pedido de asilo político, o que poderia suspender eventual envio ao Brasil até decisão final.
Como tudo começou
A investigação aponta que Ramagem deixou o Brasil de forma clandestina em setembro de 2025, cruzando a fronteira de Roraima com a Guiana sem registro. De Georgetown, seguiu para os Estados Unidos. O deslocamento ocorreu após o STF ter determinado o cancelamento de seu passaporte diplomático, o que o colocou na condição de foragido.
Conteúdo produzido pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo.Para entender o tema com mais profundidade, leia a reportagem completa.
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