O terrorismo voltou a marcar a região próxima a Algiers nesta segunda-feira, quando dois atentados suicidas ocorreram na cidade de Blida, a cerca de 45 quilômetros ao sudoeste da capital. As explosões aconteceram durante a visita histórica do Papa Leo XIV ao país, que segue com forte aparato de segurança. Não há confirmação oficial de ligação entre os ataques e a visita papal.
Segundo fontes ligadas às investigações, os dois homens-bombas detonaram-se na região de Blida, resultando em mortes. Vídeos publicados e verificados pela AFP mostram ao menos dois corpos nas ruas, sem detalhes sobre o momento exato das imagens. Ainda não há informações oficiais que indiquem autoria ou motivações.
A visita do Papa Leo XIV a Algéria, a primeira desde que o país iniciou seu turismo religioso, segue com altos dispositivos de segurança. Autoridades não confirmaram as ocorrências nem a relação com a agenda do pontífice.
Contexto e evolução das informações
A campanha de segurança do país envolve o uso frequente de operações e comunicados para combate a grupos extremistas. Em março, o Exército informou a morte de sete jihadistas e o falecimento de três soldados em uma operação no leste, próximo à fronteira com a Tunísia.
A organização pan-africana União Africana inicialmente divulgou uma nota condenando o que chamou de tentativa dupla de ataque, mas a retirada da mensagem ocorreu após a verificação de que informações oficiais eram inconsistentes. O organismo não confirmou nenhum dado sobre o incidente em Blida.
Repercussões e próximos passos
As autoridades locais não divulgaram detalhes adicionais sobre vítimas, nem sobre investigações em curso. O Vaticano e a Santa Sé mantêm a devida reserva sobre desdobramentos oficiais, aguardando posicionamento das autoridades portuguesas. A segurança do giro papal permanece sob protocolo rígido, com distribuição de forças para assegurar a continuidade da programação.
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