Em Alta Eleições 2026 PolíticaNotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasConflitoseconomiaFutebol

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Rússia é acusada de coagir estudantes a entrar no conflito com a Ucrânia

Rússia é acusada de coagir estudantes a se alistar nas forças de drones, com bônus econômicos e pressão em universidades, segundo relatos e fontes abertas

Relatos acusam universidades de utilizar coerção e ameaças para forçar alunos a se alistarem
0:00
Carregando...
0:00

O Ministério da Defesa da Rússia estaria instruindo instituições de ensino a promover campanhas de recrutamento para as Forças Armadas, com foco em unidades de drones. Informações indicam que universidades adotaram estratégias de divulgação e incentivos financeiros para atrair estudantes, sob a premissa de contratos de serviço por tempo determinado. A campanha aparece em meio a tensões crescentes na guerra com a Ucrânia.

Relatos de estudantes, coletados pela CNN Internacional, apontam coerção, pressão de docentes e cartazes em campi sobre as forças de drones. Especialistas ouvidos mencionam que os incentivos financeiros são elevados e que muitos universitários não acreditam nas promessas, sugerindo contratos militares de prazo indeterminado.

Documentos e relatos indicam que as instruções teriam chegado já em janeiro, pouco tempo após a criação de um novo braço militar voltado a sistemas não tripulados. Diversas universidades passaram a veicular vídeos, palestras com militares e mensagens de recrutamento em redes sociais.

Instruções, incentivos e adesões

Documentos obtidos por advogados especializados indicam que o Ministério da Defesa requisitou que as instituições organizem campanhas em parceria com representantes do governo, com relatórios diários sobre candidatos recrutados. Ofertas incluem bônus de assinatura de milhares de rublos e salários base altos ao ingressar.

A Universidade Estadual de São Petersburgo, entre outras, divulgou contratos com promessas de pagamento único significativas e remuneração anual elevada aos que aderirem às forças armadas. Profissionais consultados descrevem o arranjo como um contrato militar sem garantias de término, aberto a extensão.

Especialistas destacam que a mobilização formal de 2022 permanece vigente, ainda que o Kremlin tenha suspendido aquela mobilização inicial. A leitura comum entre advogados é de que a assinatura de contratos pode tornar o recrutado parte permanente do aparato militar, mesmo após o fim do período escolar.

Repercussões e contexto

A ofensiva de recrutamento público em universidades coincide com pressões sobre o sistema educacional e com dificuldades de substituição de perdas no fronte. Autoridades ocidentais estimam que as perdas russas, somadas a restrições de recrutamento, pressionam Moscou a ampliar táticas.

Putin já havia autorizado ações relacionadas a membros da reserva, o que analistas veem como possibilidade de mobilizações adicionais. O Kremlin reconheceu publicamente a campanha de recrutamento para as Forças de Sistemas Não Tripulados, descrevendo-a como uma oferta para um novo ramo das Forças Armadas.

Estudantes entrevistados descrevem abordagens que apelam a vocação tecnológica e à promessa de evitar o front, mas muitos relatam receio de assinar contratos que poderiam reduzir a liberdade de escolha e ampliar vínculos com o aparato militar.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais