O artigo analisa a evolução das transferências de armas da China para o Irã ao longo das décadas. Autoridades americanas indicaram que Pequim pode ter enviado mísseis portáteis a Teerã recentemente, o que elevaria o tom da relação. A China negou as acusações, dizendo que são invenções.
Historicamente, a China mantinha um equilíbrio delicado com o Irã, oferecendo assistência principalmente por meio de componentes e know-how, não de vendas diretas. As tensões aumentaram com avaliações de inteligência dos EUA sobre possíveis envios de armamentos.
A possível mudança seria significativa para o papel regional da China e para o equilíbrio de poder no Oriente Médio. Pequim depende de petróleo do Golfo Pérsico, o que motiva interesses estratégicos na região.
Mudanças ao longo das décadas
Na década de 1980, com o início da Guerra Irã-Iraque, a China abriu o setor estatal de defesa para exportação. Mísseis, caças e blindados abasteceram Teerã, com pico em 1987, segundo o SIPRI. O Irã recebeu também ajuda de Beijing para o Iraque, alimentando um conflito com armas chinesas.
Na década de 1990, o Irã recebeu apoio tecnológico para modernizar sua indústria militar. Mísseis de cruzeiro iranianos Noor nasceram de engenharia reversa a partir de mísseis chineses C-802. Pesquisadores destacam o papel da China na modernização iraniana de mísseis.
Dos anos 2000 até hoje, o foco recaiu sobre tecnologia de uso dual. Em 2006, sanções da ONU pressionaram o Irã e reduziram contratos formais de armas. A China passou a fortalecer vínculos com o Golfo, mantendo relações estratégicas com Arábia Saudita, Emirados Árabes e Catar, ao mesmo tempo em que fornecia componentes de uso duplo.
Isso incluiu materiais para produção de combustível de mísseis balísticos e componentes para drones, como conectores de RF e pás de turbina. As autoridades destacam que o apoio chinês se manteve difícil de rastrear, variando entre cooperação tecnológica e exportação de itens sensíveis via intermediários.
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