Procuradores federais fizeram uma visita não anunciada nesta semana a uma obra no prédio da Reserva Federal, em Washington, que é o alvo de apuração sobre um projeto de reforma de 2,5 bilhões de dólares. A ação ocorreu no contexto de investigações sobre overruns de custos e depoimentos de Powell, atual presidente do Fed.
Duas pessoas ligadas à investigação descreveram que dois procuradores e um investigador da vara do norte de New York foram barrados no local por um empreiteiro e encaminhados aos advogados da Fed. As informações são anonimizadas por não autorizados a discussão pública do caso.
A visita evidencia que o governo continua a acompanhar o tema, mesmo com a nomeação de um novo presidente do Fed enfrentando entraves. A apuração envolve sobretaxas de custos na reforma iniciada há anos, com Powell tendo testemunhado sobre o tema em audiência anterior.
Robert Hur, advogado do conselho da Reserva Federal, encaminhou e-mail aos procuradores de Pirro sobre a visita, afirmando que a intenção era verificar o andamento da obra e citando decisão de juiz de primeira instância que considerou o interesse da agência justificado. A comunicação foi obtida pela AP.
A investigação ganhou destaque após sinais de tensão entre o governo e a instituição financeira. Em público, Trump tem repetidamente questionado o ritmo de cortes de juros e afirmou considerar demitir Powell caso ele permaneça além do mandato.
A comissão de Bancos da Câmara informou que realizará nova audiência sobre a nomeação de Warsh, enquanto Powell permanece no cargo até que haja substituição. O futuro do presidente do Fed envolve a possibilidade de permanecer na instituição e manter seu mandato no conselho até 2028.
A motivação formal da apuração envolve custos adicionais da reforma e depoimentos de Powell sobre o tema. As informações indicam que a investigação busca esclarecer se houve irregularidades na gestão da obra de revitalização do prédio.
As autoridades ressaltam que a independência do Fed continua no centro do debate político, com Trump sugerindo mudanças, e a Suprema Corte avaliando a situação de outros membros do organismo, como Lisa Cook, em casos que podem afetar a relação entre governo e política monetária.
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