A ofensiva dos EUA contra o Irã ganhou forma com a imposição de um bloqueio naval distinto no Golfo Pérsico, mirando o Estreito de Hormuz. A medida busca interromper o domínio iraniano sobre a passagem de navios e reduzir a renda com o petróleo.
O estrito bloqueio americano foi anunciado após meses de tensão desde o início do conflito, no final de fevereiro. O objetivo declarado é frear as operações do Irã na via marítima, onde o regime já permitia apenas navios vinculados a ele a atravessar o estreito.
Segundo autoridades militares, mais de 12 navios americanos operavam em águas internacionais no Golfo de Omã, além do estreito. A vigilância é mantida com radares, aeronaves e drones, para monitorar deslocamentos e evitar incursões.
Desde a implementação, nenhum navio ligado ao Irã foi visto saindo da área, conforme empresa de monitoramento de navios. Alguns cargueiros não iranianos reduziram a velocidade ou pararam, enquanto dois com vínculos iranianos teriam feito retorno ao Golfo Pérsico.
Entre as embarcações monitoradas, o cargueiro Rich Starry realizou mudança de rumo após o início do bloqueio, deslocando-se para águas abertas e, em seguida, voltando para o interior do Golfo. Outros navios passaram próximos à costa de Omã, longe de possíveis minas.
Especialistas destacam a incerteza de contabilizar com precisão o fluxo de navios pela via, já que embarcações podem ocultar ou adulterar informações de localização. A situação gera preocupações sobre o prolongamento do atraso logístico.
Histórico recente mostra que, logo após ataques combinados de EUA e Israel em fevereiro, o tráfego no Estreito caiu de cerca de 130 navios por dia para poucos deslocamentos diários. Com o bloqueio, o cenário atual tende a permanecer sensível e volátil.
Analistas ressaltam que a situação pode se estender por meses, dadas as estratégias de retenção de navegação adotadas por diferentes atores. O desfecho dependerá de ações militares, diplomáticas e de monitoração contínua na região.
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