A União Europeia implementou o novo Sistema de Entrada e Saída (EES), uma plataforma digital que substitui o carimbo no passaporte por registro biométrico. O sistema, que começou a ser implementado em outubro de 2025, tornou-se totalmente operacional em abril de 2026 nos pontos de entrada das fronteiras externas do Espaço Schengen. Brasileiros e outros viajantes de fora da UE passam a ter dados coletados no momento da entrada, incluindo número do passaporte, impressões digitais, foto facial e registros de entrada e saída.
O objetivo é reforçar a segurança, combater fraudes e monitorar o tempo de permanência de estrangeiros. A adoção permite a identificação automática de permanências além do permitido ou de irregularidades migratórias, com registros já refletindo milhões de entradas e saídas, bem como entradas negadas e casos classificados como ameaça à segurança.
O que muda na prática
Agora, o processo de entrada se baseia em registro digital e validação biométrica. Filas em aeroportos podem ficar mais longas nas primeiras fases de adaptação, com usuários precisando interagir com quiosques eletrônicos e confirmar dados pessoais e biométricos. O sistema já registra milhões de movimentações e alimenta controles automáticos de conformidade.
Impacto para brasileiros
Viajantes do Brasil passam a enfrentar um controle de fronteira mais rigoroso, com etapas digitais de validação e possíveis aumentos temporários no tempo de atendimento. A futura implementação do ETIAS exigirá autorização prévia para entrada no continente, mesmo em viagens de turismo, ampliando a exigência de documentação com anticipação.
Número e desdobramentos
Dados iniciais indicam mais de 52 milhões de entradas e saídas registradas e aproximadamente 27 mil negativas de entrada. Em torno de 700 casos foram classificados como ameaças à segurança, refletindo o aperto no controle migratório europeu.
Perspectivas e orientação aos viajantes
Especialistas recomendam planejamento cuidado, conferência de dados no passaporte e atenção às regras de permanência para evitar problemas. O uso de quiosques e a validação biométrica passaram a fazer parte do fluxo regular, exigindo adaptação dos viajantes nas primeiras viagens ao Espaço Schengen.
Entre na conversa da comunidade