A Sama, empresa contratada pela Meta para moderação de conteúdo, informou nesta quinta-feira que vai desligar 1.108 funcionários em Nairobi, após a Meta encerrar o contrato. A decisão ocorre na esteira de o grupo ter sido acionado judicialmente por ex-moderadores por moreiras condições de trabalho.
Meta, dona do Facebook, encerrou o acordo com a Sama e não envolve novos contratos de moderação para a plataforma no momento. A Sama afirmou ter recebido notificação formal para encerrar um grande contrato no escritório de Nairobi e está oferecendo suporte aos trabalhadores afetados.
Em 2023, cerca de 200 ex-modadores entraram com ações contra a Sama, acusando baixos salários, apoio insuficiente à saúde mental e longas jornadas de trabalho. O grupo atua na central de moderação terceirizada da Meta em Nairobi, responsável por analisar conteúdo de usuários de toda a África.
Processo legal e contexto
Os Moderadores alegam exposição a vídeos traumáticos, como violência contra pessoas e abusos sexuais, sem acesso adequado a aconselhamento. O litígio envolve pedidos de compensação; o montante total pleiteado pela coalition chega a 1,6 bilhão de dólares.
A Sama tem mantido defesa de que remunera acima do piso local e oferece suporte contínuo à saúde mental, além de afirmar que sua prática atende aos padrões da indústria. A Meta afirma que os contratados devem remunerar os trabalhadores acima da média do mercado.
As partes seguem com o processo em curso, enquanto a Sama reforça o apoio aos empregadores afetados e comanda a transição para novas funções ou desligamentos. Não há confirmação de desdobramentos adicionais neste momento.
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