O Hezbollah afirmou que pode cumprir o cessar-fogo previsto para entrar em vigor na noite desta quinta-feira, desde que Israel interrompa os ataques. A declaração foi feita por Ibrahim Moussawi, integrante do braço político do grupo. O posicionamento envolve todo o território libanês e visa limitar as ações de Israel.
Segundo Moussawi, a trégua deve se manter enquanto as forças de ocupação não violarem o acordo e devem abrir caminho para a retirada de tropas israelenses. A posição reflete a exigência de um cessar-fogo abrangente e uma suspensão de ações militares no Líbano.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um cessar-fogo de 10 dias no Líbano a partir desta quinta-feira. O Irã, segundo Moussawi, já havia informado representantes do Hezbollah sobre a trégua antes do anúncio oficial. O governo libanês reagiu, afirmando que negociações no Erinnera violam soberania ao serem conduzidas em nome do Líbano.
Negotiations e reação regional
Trump descreveu o acordo como resultado de negociações em Washington, com a mediação do secretário de Estado e participação de autoridades dos dois países. O governo libanês ressalta que a desmilitarização do Hezbollah é objetivo para avanços diplomáticos.
O líder libanês Aoun qualificou o cessar-fogo como ponto de partida para negociações diretas entre Líbano e Israel, algo ausente desde 1983. Ele também pediu a interrupção de ataques contra civis e a contenção de destruição no território sulista do Líbano.
Reações ao equilíbrio regional
O Irã condicionou progressos em negociações maiores ao fim dos ataques israelenses no Líbano, o que gerou críticas locais. Em meio ao impasse, o Hezbollah manteve postura de que as tratativas devem ter consenso interno libanês, segundo informações de liderança da organização.
Entre na conversa da comunidade