Ao falar ao jornal alemão Der Spiegel, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil manterá relações comerciais ativa caso os Estados Unidos não comprem produtos nacionais. Ele disse ter aberto 518 novos mercados internacionais no seu mandato e que não ficará de braços cruzados reclamando.
Lula comentou que, diante de recusa norte-americana, encontraria clientes em outros países. O presidente citou números de expansão de mercados para produtos brasileiros em três anos e meio de governo.
Na entrevista, o presidente criticou a ONU e pediu mudanças no formato do Conselho de Segurança. Ele citou Xi Jinping, Vladimir Putin e Emmanuel Macron como interlocutores que poderiam convocar uma reunião, ressaltando a necessidade de ampliar participação de África e Oriente Médio.
Geopolítica e ONU
Lula afirmou que o Conselho de Segurança se tornou um navio sem capitão e defendeu que António Guterres convoque uma Assembleia Geral extraordinária para discutir ações de Putin sobre a Ucrânia e de Trump sobre o Oriente Médio.
O presidente manteve críticas a intervenções militares de Trump na região e à invasão da Ucrânia por Putin. Segundo ele, a América Latina não deve ser cenário de conflitos, mantendo a ideia de uma zona de paz na região.
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