O secretário-geral da Organização Marítima Internacional (IMO) afirmou a Euronews que a navegação não pode ser restringida pela guerra. A declaração ocorre em meio ao confronto entre EUA e Irã sobre a passagem de navios pelo Estreito de Hormuz.
Dominguez disse que não existe acordo de direito internacional que permita a qualquer país proibir a liberdade de navegação em vias estratégicas para o comércio global. Ele enfatizou a necessidade de desescalada rápida para restabelecer o trânsito de embarcações.
O bloco naval americano atua para restringir exportações iranianas, buscando pressionar Teerã a reabrir o estreito. Apesar do cessar-fogo de duas semanas, o Estreito permanece essencialmente fechado, com impactos significativos na economia global.
Situação no Estreito
Segundo a IMO, Teerã abriu um corredor diferente daquele reconhecido pela organização, e não há informações confiáveis sobre a segurança de qualquer rota alternativa. Dominguez informou que o órgão está pronto para um protocolo de evacuação para resgatar navios e tripulações presos.
A entidade mantém planos de separação de tráfego, alinhados entre Omã e Irã, que podem ser acionados assim que a região ofereça segurança para o retorno das operações. Os detalhes técnicos foram compartilhados com Washington e Teerã.
Caminhos para a retomada do trânsito
Dominguez destacou o histórico de 1968 de um esquema de tráfego coordenado que pode ser reativado para facilitar o retorno das operações. A IMO sinalizou disponibilidade para apoiar o restabelecimento conforme o conflito termine de forma definitiva.
Nesta sexta-feira, França e Reino Unido devem sediar uma cúpula sobre os passos para reabrir o Estreito após o fim do conflito. O secretário-geral da IMO agradeceu a liderança dos governos francês e britânico e ressaltou o envolvimento da organização.
Impactos e perspectivas
O ministro ressaltou que o uso do transporte marítimo como moeda de pressão afeta toda a população global, já que o Estreito é vital para o petróleo, gás e commodities da região. Atrasos elevam preços e desorganizam cadeias logísticas.
AIMO mantém a visão de que o comércio deve continuar protegido e livre de bloqueios. A afirmação reforça a importância de soluções multilaterais para restabelecer a circulação de navios com segurança para equipes a bordo.
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