O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta quinta-feira que o Exército manterá presença no Líbano mesmo após o anúncio de cessar-fogo feito pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Segundo Netanyahu, Israel estabelecerá uma zona de segurança de 10 quilômetros ao redor do território vizinho para impedir invasões e ataques.
Em vídeo divulgado pelo gabinete, o premiê disse que o país não pretende abandonar a área de fronteira. Azona de segurança serviria para prevenir ataques antitanque contra comunidades israelenses próximas à fronteira.
Netanyahu ressaltou ainda a possibilidade de um acordo de paz histórico com o Líbano, desde que o Hezbollah seja desarmado. O dirigente mencionou que Trump estaria de acordo com a continuidade do bloqueio naval no Estreito de Ormuz, segundo a leitura de Israel sobre a conjuntura regional.
Zona de segurança no Líbano
As declarações de Netanyahu enfatizam a permanência de forças israelenses na fronteira libanesa após o cessar-fogo. A medida é apresentada como forma de proteção a comunidades locais e de contenção de ameaças. Ninguém apresentou detalhes operacionais adicionais até o momento.
Contexto regional
A notícia chega em meio a um momento de tensão entre Israel e grupos na região, com implicações para as negociações de paz e para o equilíbrio de forças no Oriente Médio. Autoridades israelenses não divulgaram novas informações sobre o andamento das negociações com o Líbano.
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