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Relatório denuncia jornadas de 14 horas e salários retidos pela BYD na Europa

Relatório aponta jornadas de até quatorze horas e salários retidos na unidade húngara da BYD, com uso de mão de obra migrante e terceirização

As acusações são baseadas em entrevistas com mais de 50 funcionários que preferiram manter o anonimato para evitar retaliações
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A BYD, líder global em veículos elétricos, enfrenta novas críticas sobre condições de trabalho em sua unidade em Szeged, Hungria. Um relatório da ONG China Labour Watch aponta jornadas de até 14 horas, com pagamento de horas extras supostamente não realizado. O projeto envolve investimento de cerca de US$ 6 bilhões e capacidade para 300 mil carros por ano.

Segundo o documento, mais de 50 trabalhadores, que optaram pelo anonimato, relataram sete dias de trabalho por semana, sem folgas, e turnos corridos de 12 a 14 horas. Também há relatos de atrasos salariais de até três meses e ausência de acesso a serviços de saúde.

As denúncias destacam ainda irregularidades migratórias: operários teriam entrado na Hungria com vistos de negócios, não de trabalho, o que os tornaria mais vulneráveis e limitados em direitos básicos. O uso de terceirização teria dificultado a responsabilização direta da BYD.

Detalhes da denúncia e contexto

A ONG sediada em Nova York afirma que a BYD utiliza contratos por terceiros para dificultar a fiscalização. O relatório não aponta posição pública global da BYD sobre as acusações na Europa até o momento.

Repercussões e histórico

O caso se soma a controvérsias anteriores envolvendo a BYD no Brasil. Em 2025, a empresa foi autuada pelo Ministério do Trabalho após identificar chineses em condições análogas à escravidão na fábrica de Camaçari, na Bahia. No início de abril, a BYD foi incluída na Lista Suja do Trabalho Escravo, mas obteve liminar para retirar o nome da atualização semestral.

A produção da BYD continua em trajetória de recordes globais, enquanto órgãos internacionais de direitos humanos cobram maior transparência. O relatório foi repercutido por grandes redes internacionais, reforçando o debate sobre cadeias de suprimentos na indústria automotiva elétrica.

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