O retorno de deslocados ao Líbano ganhou contornos complexos nesta sexta-feira (17). Milhares retornaram a cidades e bairros devastados, muitos encontrando casas destruídas ou inabitáveis, e com receio de que o cessar-fogo entre Hezbollah e Israel falhe.
O acordo de cessar-fogo de 10 dias anunciado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, foi visto como sinal de diminuição da tensão. Ainda assim, não prevê a retirada israelense de parte do sul nem o fim do direito de resistência do Hezbollah, segundo relatos.
Aliados observam que a atmosfera continua tensa. Pequenas sinalizações de mobilidade foram observadas, mas as ruas permanecem marcadas pela destruição de semanas de combate entre as partes envolvidas.
Em Beirute e arredores, moradores relataram áreas bombardeadas e montes de escombros onde havia blocos de apartamentos. O retorno ainda é hesitante para muitos que perderam tudo.
Ali Hamza afirmou ter a casa intacta, mas destacou medo de voltar por ora. Atingidos contam com itens essenciais ainda sendo buscados e a preocupação com o ano letivo das crianças.
Em Qasmiyeh, sul do Líbano, a travessia improvisada sobre o rio Litani foi aberta após o cessar-fogo. Pontes destruídas pela guerra dificultam o retorno pleno.
Fadel Badreddine, que visitava Nabatieh, descreveu a região amplamente destruída. Ele pediu alívio humano duradouro para permitir o retorno e a reestruturação das famílias.
Dados oficiais apontam mais de 2.100 mortos e cerca de 1,2 milhão de deslocados no país. A violência iniciou em resposta a ações militares na região e envolve Hezbollah, aliado do Irã, e Israel.
O governo libanês e autoridades internacionais acompanham o desenrolar do cessar-fogo, com atenção ao cumprimento dos acordos e à recuperação de infraestrutura essencial. O cenário permanece incerto, mesmo com o inicio de retorno.
Situação no terreno permanece crítica
- Pontes destruídas dificultam o reabastecimento de áreas afetadas.
- Desencadeia-se ainda o dilema entre voltar ou permanecer deslocado até garantias de segurança.
- Comunidades esperam continuidade do cessar-fogo para planejar o futuro imediato.
Entre na conversa da comunidade