Myanmar libera mais de 4.500 prisioneiros em amnistia de Ano Novo tradicional
A medida envolve a libertação de milhares de detidos durante as festividades de Thingyan, o Ano Novo birmanês. Os libertados serão submetidos a condições de cumprimento, com a possibilidade de retomar sentenças originais caso cometam novos delitos.
Segundo autoridades, sentenças podem ser reduzidas ou cominadas conforme os termos da liberação. Casos de penas de morte podem ser convertidos em prisão perpétua, e penas inferiores a 40 anos ganham redução de um sexto. Pacotes como esse são comuns em feriados.
Entre os libertados, figuras políticas foram mencionadas, incluindo a ex-primeira-ministra Aung San Suu Kyi, cuja pena de 27 anos seria reduzida em 4,5 anos, segundo reportes paralelos. A liberação também envolve detidos por acusações de incitamento, usadas duramente após o golpe de 2021.
Contexto e desdobramentos
Desde a tomada de poder em 2021, a violência deixou milhares de mortos e dezenas de milhares presos. A organização de direitos humanitários Assistance Association for Political Prisoners aponta quase 8 mil civis mortos e cerca de 22 mil presos políticos ainda detidos.
O regime afirmou que a medida não altera o curso do conflito em curso, marcado por resistência civil ampla que evoluiu para conflito armado em várias regiões. A comunicação oficial não detalha números específicos de prisioneiros liberados por estado ou região.
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