Em Barcelona, Lula participou da 1ª reunião da Mobilização Progressista Global e afirmou que a ascensão da extrema-direita está ligada à desconexão entre discurso e prática dos governos de esquerda. O recado foi dirigido aos avanços da esquerda no cenário internacional.
O presidente disse que partidos de esquerda perderam credibilidade ao assumir promessas e aplicar políticas de austeridade. Ele ressaltou que a coerência é o primeiro mandamento para os progressistas para não trair a confiança do povo.
Durante o ato, líderes globais em defesa da democracia estiveram presentes, como José Luis Zapatero e Pedro Sánchez, além da primeira-dama Janja e do governador de Minnesota, Tim Walz. A participação reuniu ainda autoridades regionais e representantes de diversas formações progressistas.
Repercussões e críticas ao cenário internacional
Lula afirmou que a frustração popular foi explorada pela extrema-direita, que teria canalizado descontentamento com serviços básicos e renda. O discurso apontou que o poder econômico concentra riqueza e influencia decisões políticas.
O petista voltou a criticar a atuação da ONU e prometeu cobrar maior regulação sobre plataformas digitais. Ele também endereçou críticas indiretas a países com cadeias de veto no Conselho de Segurança da ONU, citando países-membros do bloco.
O presidente brasileiro citou a necessidade de enfrentar narrativas que, conforme ele, distorcem políticas públicas voltadas ao bem-estar social. A fala enfatizou a urgência de governos progressistas permanecerem fiéis aos compromissos de campanha.
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