Pope Leo XIV afirmou neste sábado que não tem interesse em debater com o presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a guerra no Irã, mas continuará pregando a mensagem de paz do evangelho. A declaração foi feita a repórteres a bordo da aeronave papal, durante viagem de Camarões para Angola, em sexta-maza de jornada pela África.
O pontífice explicou que a discussão não é dirigida a Trump, e sim parte da mensagem mais ampla de paz defendida pela Igreja. Segundo a nota oficial, muito do que tem sido escrito é leitura de comentários sobre comentários, e não o que ele realmente disse.
Trump havia atacado a pregação de paz de Leo nas redes sociais, vinculando-a à operação militar EUA-Israel contra o Irã. O presidente também o acusou de ser fraco no combate à criminalidade e sugeriu que o papa estaria influenciado por interesses políticos.
Ainda na controvérsia, Trump justificou o ataque ao Irã como forma de impedir o país de possuir armas nucleares. Não há evidência pública de retomada de um programa de armas desde 2003, segundo avaliações da comunidade internacional e de autoridades norte-americanas.
Contexto global
Leo XIV tem reiterado, em distintos pronunciamentos, que a paz e o diálogo devem prevalecer sobre ações de guerra. O Vaticano enfatiza que suas palavras sobre paz se referem a todos os conflitos no mundo, não apenas ao Irã.
O papa também criticou o uso de fundamentação religiosa para justificar guerras. Em recente fala, ele condenou ações de tiranos que promovem violência e exploração, destacando que tais atitudes não refletem os ensinamentos cristãos.
Importância da diplomacia
A nota vaticana reforça que o discurso de Leo é voltado à promoção de soluções pacíficas e ao respeito ao direito internacional, incluindo o objetivo de evitar tragédias humanas. Não há pronunciamento sobre posições políticas específicas de Trump.
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