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Lula defende imigração na Alemanha e combate falsas narrativas sobre UE-Mercosul

Lula defende imigração, elogia acordo UE-Mercosul e pede fim de narrativas falsas sobre sustentabilidade agrícola, em Hannover

O presidente Lula e o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz | Ricardo Stuckert/PR
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Na Alemanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu a Hannover Messe com um discurso voltado a imigração, ao acordo entre Mercosul e União Europeia e às críticas a organismos multilaterais. Em pouco mais de 20 minutos, ele defendeu o fluxo de pessoas como motor de desenvolvimento e minimizou críticas sobre a sustentabilidade da agricultura brasileira no acordo com a UE.

Lula destacou a história de imigração do próprio Brasil para sustentar a ideia de saudação a migrantes. Ele ressaltou que o país foi formado por diferentes povos ao longo de séculos e que o apoio a imigrantes é parte de sua identidade nacional, mesmo em contextos de siglas de políticas públicas.

Imigração, comércio e críticas a instituições

O presidente mencionou medidas migratórias rígidas na União Europeia, com a possibilidade de envio de migrantes a países terceiros durante a avaliação de pedidos de asilo. O tema, segundo ele, tem impacto direto sobre o debate do acordo UE-Mercosul, que deve entrar em vigor em maio.

Durante o discurso, Lula também elogiou o acordo comercial entre a UE e o Mercosul, mas pediu o fim de narrativas que questionam a sustentabilidade da agricultura brasileira. Além disso, criticou barreiras protecionistas como contraproducentes para o desenvolvimento regional e citou o biocombustível do Brasil dentro do debate.

Política internacional e posição brasileira

O petista reiterou críticas a organizações globais como ONU e OMC, defendendo reformas que favoreçam o Sul Global. Em relação ao Irã, ele apontou impactos sobre populações vulneráveis e criticou a política do governo americano, citando o ex-presidente Donald Trump sem apontar nomes diretamente.

Lula afirmou que o Brasil figura entre os países menos afetados pelo conflito no Oriente Médio, atribuindo esse contexto a sua atuação como produtor de petróleo e às políticas de controle de preços da energia adotadas pelo governo. O encontro reforçou a imagem do Brasil como parceiro estável em meio a tensões globais.

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