Na Hannover Messe, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o avanço do acordo entre Mercosul e União Europeia e pediu especial cuidado com narrativas sobre a sustentabilidade da agricultura brasileira. Ele afirmou que barreiras ao biocombustível são contraproduentes e defendeu o diálogo para ampliar comércio e investimentos.
Lula destacou que o acordo pode ajudar a reduzir custos de energia e descarbonizar a indústria europeia, desde que as regras da UE considerem a matriz energética limpa do Brasil. O objetivo é criar um mercado de cerca de 720 milhões de pessoas, com um PIB global estimado em US$ 23 trilhões.
Em 1º de maio de 2026, a parte comercial do tratado entrará em vigor de forma provisória. O acordo encerra 26 anos de negociações e foi aprovado pelo Senado brasileiro por unanimidade em março, enfrentando, no entanto, resistência de alguns governos europeus.
Resistências na União Europeia
Países como França, Polônia, Irlanda e Áustria manifestaram preocupação com a concorrência de produtos sul-americanos. O texto ainda está sob análise do Tribunal de Justiça da UE, o que pode atrasar a ratificação final.
A agenda de Lula na Europa prevê uma viagem de cinco dias com 14 ministros a bordo. Depois de passar por Barcelona, onde ocorreu a 1ª Cúpula Brasil-Espanha, o presidente segue para Lisboa na terça-feira.
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