A guerra deflagrada por ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, iniciados em 28 de fevereiro, já provoca a pior crise energética da história, conforme avaliação da Agência Internacional de Energia (AIE). A situação afeta petróleo, gás e insumos ligados, como fertilizantes e petroquímicos.
Fatih Birol, diretor-executivo da AIE, afirmou que a crise não se resume a petróleo e gás, abrangendo também produtos como enxofre. Ele destacou que a escassez deve impulsionar a inflação global e frear o crescimento, principalmente em países em desenvolvimento.
A AIE já havia classificado a crise global como mais grave do que as de 1973, 1979 e 2022. Países dependentes de importações de energia enfrentam elevação de preços, custo de transporte e pressão industrial.
Medidas e impactos globais
Em março, a Agência concordou em liberar um volume recorde de 400 milhões de barris de petróleo das reservas estratégicas para conter a alta de preços no mercado mundial.
A incerteza persiste. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que não pretende estender o cessar-fogo com o Irã, apenas antes do acordo expirar, conforme declaração de imprensa.
Segundo a Agência Associated Press, mediadores paquistaneses indicaram que as delegações podem manter negociações em Islamabad. Informações de que líderes das equipes diplomáticas devem chegar à capital paquistanesa foram confirmadas por fontes da imprensa.
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