Uma das filhas de Diego Maradona afirmou nesta terça-feira, durante o julgamento pela morte do ex-jogador, que a equipe médica do pai manipulou a família de forma grave. Gianinna Maradona disse que a internação domiciliar apresentada como necessária era inadequada para o estado dele, que se recuperava de cirurgia cerebral.
A moradora de San Isidro, ao norte de Buenos Aires, relatou que foi induzida a aceitar o que descreveu como uma opção “séria” e bem equipada, mas que não correspondia à realidade. Ela responsabilizou o neurocirurgião Leopoldo Luque, a psiquiatra Agustina Cosachov e o enfermeiro Carlos Díaz pela condução do caso.
Segundo a filha, houve estratégia paralela além das conversas com a família. Foram exibidos áudios de mensagens entre membros da equipe médica sobre como se proteger caso o paciente sofresse uma fatalidade, afirmou Gianinna, de 36 anos, em depoimento que durou longos minutos.
No início da audiência, a promotoria mostrou mensagens envolvendo Luque, que pediu depoimento imediato, como resposta às provas apresentadas pela acusação. O julgamento teve início no dia 14, após a anulação de uma primeira sessão ocorrida há cerca de um ano.
Além de Luque, Cosachov e Díaz, quatro acusados enfrentam a possibilidade de até 25 anos de prisão por homicídio com dolo eventual, ou seja, a prática de ações que poderiam levar à morte. O processo prevê a oitiva de aproximadamente 120 testemunhas na fase seguinte.
A terceira audiência amplia o foco sobre as responsabilidades médicas na morte de Maradona, ocorrida em 2020. As informações oficiais ressaltam que o objetivo é esclarecer as circunstâncias que levaram ao falecimento do ídolo do futebol argentino.
Entre na conversa da comunidade