A Fundação Gates confirmou o início, no começo deste ano, de uma investigação externa sobre o seu relacionamento com Jeffrey Epstein, finaniador condenado. A apuração visa esclarecer vínculos passados e políticas atuais de parcerias.
A controvérsia envolve a associação de Bill Gates a Epstein. Documentos do Departamento de Justiça divulgados em janeiro apontaram comunicação entre Epstein e funcionários da Fundação Gates, ampliando o escrutínio sobre a relação.
Investigação externa e mudanças de prática
Segundo a fundação, o CEO Mark Suzman encomendou a avaliação para entender o histórico com Epstein e revisar critérias para novas parcerias filantrópicas. A apuração está em curso e deve ser apresentada ao conselho no verão.
O Wall Street Journal informou que Suzman escreveu a funcionários que o momento exige medidas difíceis, dada a relevância de preservar a integridade da organização. A imprensa também mencionou que a própria fundação informou, em março, por e-mail, o anúncio da investigação.
Em fevereiro, a fundação afirmou não ter pago valores financeiros a Epstein nem o empregado, e que lamenteu qualquer interação entre funcionários e o financista.
Documentos do DOJ incluíam imagens de Gates com Epstein, bem como com mulheres cujos rostos estavam ocultos. Gates disse que o contato se restringiu a atividades filantrópicas e reconheceu um erro ao encontrá-lo.
A fundação informou que Gates, em reunião interna em fevereiro, assumiu responsabilidade pelos vínculos com Epstein. Gates é presidente e membro do conselho da instituição criada em 2000 por ele e sua ex-esposa. A organização é uma das maiores financiadoras globais de saúde.
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