Lula, em visita a Portugal, defendeu a assinatura do acordo Mercosul-UE e destacou a ajuda de Portugal no processo. O presidente brasileiro afirmou que Portugal pode ser um parceiro comercial ativo do Brasil, além de apenas ponto de entrada para a União Europeia.
Segundo Lula, o acordo abriria um mercado estimado em US$ 22 bilhões. Ele criticou o parlamento europeu por recursos destinados a atrasar a entrada em vigor do acordo, apontando entraves políticos ao processo.
Agriculturas do Brasil e da UE são descritas como complementares, segundo o presidente. Ele mencionou a França como exemplo de resistência de agricultores diante da alta competitividade do agronegócio brasileiro.
Comércio global e revisão da OMC
Em relação ao comércio mundial, Lula pediu a recuperação da Organização Mundial do Comércio (OMC) para ampliar a cooperação entre blocos. O presidente criticou Barack Obama por não manter a assinatura de acordos após assumir o cargo.
Lula ressaltou que defesa de livre comércio nos anos 80 contrastou com práticas protecionistas atuais, citando a China como exemplo de ganhos de competitividade para o Brasil.
O mandatário destacou ainda que o Brasil não aceita uma lógica de guerra fria que obrigaria o país a escolher entre comerciar com EUA ou China.
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