Nabih Berri, presidente do Parlamento libanês, afirmou nesta terça-feira que o sul do Líbano continua sob ocupação israelense e que a resistência será usada caso as forças de Israel permaneçam em território libanês. Ele concedeu entrevista ao jornal al-Joumhouria, sinalizando a possibilidade de novo choque antes das negociações mediadas pelos EUA.
Berri, líder do Movimento Amal e aliado do Hezbollah, disse que o Líbano não tolerará perder nenhum metro de terra e prometeu resistência caso Israel mantenha posições ou traços de fronteira considerados inaceitáveis. O comentário reforça a tensão à frente das negociações de Washington.
Israel retirou tropas do sul do Líbano em 2000, após 22 anos de ocupação. Um cessar-fogo de 10 dias entre Israel e o Hezbollah, mediado pelos EUA, permanece em grande parte desde o dia 16. Ainda assim, tropas israelenses permanecem em uma faixa de 5 a 10 km ao longo da fronteira.
Perspectiva de resistência e próximos passos
Israel descreve a linha de implantação no Líbano como uma linha de defesa, enquanto o Líbano e seus aliados chamam de linha amarela em outras ocasiões. Autoridades israelenses passaram a chamar o traçado de defesa avançada, incluindo uma área naval prevista no mapa divulgado recentemente.
Em 23 de maio, Washington promoverá reuniões entre embaixadores de Israel e do Líbano para tratar do conflito. O conflito regional teve início em 2 de março, quando o Hezbollah entrou em ação em apoio a Teerã, elevando a tensão entre os dois países.
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