Elon Musk e o grupo DOGE tomaram de assalto a USAID nos primeiros meses de 2025, com a meta de reduzir gastos e contratos do governo. Em 28 de janeiro, o secretário de Estado Marco Rubio abriu uma exceção para assistência humanitária, que deveria manter projetos vitais em funcionamento. Nicholas Enrich, então coordenador interino de saúde global, diz que esse não foi o efeito prático.
Pouco depois, a operação do DOGE levou ao fechamento de contas de e-mail, suspensão de acessos e suspensão de contratos. Em semanas, a força de trabalho caiu de 10 mil para cerca de 300 funcionários, com a fusão da USAID ao Departamento de Estado ocorrendo em julho de 2025. Relatórios indicam impactos humanos severos decorrentes dessas medidas.
Enrich tornou-se denunciante ao perceber que a real intenção era encerrar a agência de forma abrupta, apesar da existência de uma isenção para assistência humanitária essencial. Em entrevista ao WIRED, ele relata falhas de comunicação entre DOGE e apadrinhados políticos, dificultando respostas rápidas a crises de saúde global.
A narrativa interna mostra disputa entre apolíticos políticos e a equipe DOGE, que buscava um encerramento rápido. A gestão de programas de saúde, como malária e tuberculose, ficou prejudicada pela paralisação de contratos e pela falta de contato com parceiros.
Entre os episódios citados, houve interrupção de contratos na África e em outras regiões, incluindo ações para manter água potável em missões no Sudão do Sul. A interrupção de contratos de gestão também comprometeu a própria capacidade de encerrar contratos existentes.
Segundo Enrich, a suspensão impactou a continuidade de ações de governança e direitos humanos em países com políticas restritivas. Parcerias que apoiavam imprensa, direitos das mulheres e democracia ficaram expostas a riscos, com efeitos desproporcionais em comunidades vulneráveis.
A situação levou a questionamentos sobre responsabilidade institucional e permeou investigações convocadas por congressistas democratas, que apontam consequências graves no primeiro ano após o corte de financiamento. Autoridades têm se limitado a comunicados oficiais.
As informações acima refletem relatos de Enrich sobre o que ocorreu na USAID durante a gestão DOGE, bem como entrevistas e documentos públicos citados pelo veículo de imprensa. Não há comentários oficiais adicionais neste resumo.
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