A government Zambiana afirmou ter tomado posse do corpo do ex-presidente Edgar Lungu, falecido na África do Sul há cerca de 10 meses, contrariando a vontade da família. A ação ocorre em meio a um conflito sobre o destino dos restos mortais.
Lungu liderou o país entre 2015 e 2021. Ele morreu de doença não divulgada em uma clínica de Pretória, aos 68 anos, no ano passado. A disputa envolve sepultamento privado versus funeral de estado.
O governo defende que, como ex-chefe de Estado, Lungu deve receber sepultamento no terreno presidencial em Lusaka. A família prefere um enterro privado, após negociações fracassadas com o governo.
Processo legal e desdobramentos
Em agosto do ano passado, um tribunal sul-africano autorizou a repatriação do corpo e o funeral de estado. A família recorreu, mas a transferência ocorreu por alegação de falha no andamento do recurso, segundo o procurador-geral Mulilo Kabesha.
Makebi Zulu, porta-voz da família, afirma em canal local que o recurso não prescreveu e que o procedimento correto foi seguido. Os advogados da família apresentaram hoje uma composição urgente ao Supremo da África do Sul.
Os representantes legais pedem a devolução do corpo ao necrotério onde estava, para posterior enterro privado. A disputa expõe décadas de atritos entre Lungu e o atual presidente Hakainde Hichilema, que prefere homenagens nacionais.
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