A Casa Branca acusou a China de roubo de propriedade intelectual de laboratórios de IA dos EUA em escala industrial. A denúncia foi veiculada por meio de um memorando divulgado nas redes oficiais poucos dias antes de uma cúpula entre os líderes dos dois países, programada para o próximo mês.
Segundo o memorando assinado por Michael Kratsios, chefe do Escritório de Política de Ciência e Tecnologia da Casa Branca, entidades estrangeiras teriam atuado de modo coordenado para destilar sistemas avançados de IA estadunidenses, com uso de múltiplas contas intermediárias para evitar detecção e técnicas de jailbreak para expor informações proprietárias.
A Embaixada da China em Washington não respondeu imediatamente a pedidos de comentário. O documento também questiona a autorização de envio de chips de IA da Nvidia para a China, tema em pauta desde que o governo Trump autorizou as vendas em janeiro sob certas condições, sem confirmação de negócios concluídos até agora.
A destilação, processo de treinar modelos menores com a saída de modelos maiores, é citada como prática para reduzir custos no desenvolvimento de novas ferramentas de IA. O memorando afirma que autoridades governamentais compartilharão informações com empresas americanas do setor sobre esses esforços.
O texto também indica que o governo brasileiro de medidas para responsabilizar atores estrangeiros pode ser adotado, com a intenção de manter o controle sobre ativos de IA de alto desempenho. O memorando foi direcionado a agências governamentais e não especifica ações concretas já em andamento.
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