O Palácio de Buckingham fez uma rara réplica pública ao irmão da princesa Diana, que acusou o rei Charles III de ter ficado ‘exultante’ quando ela morreu em um acidente de carro.
Em seu novo livro, Charles Spencer escreveu que o então príncipe “parecia estranhamente exultante, como quem ganha na loteria” na noite em que Diana morreu, há três décadas. O trecho foi publicado nesta quinta-feira (17) pelo tabloide Daily Mail, que está veiculando a obra em partes.
Em outro trecho divulgado anteriormente, Spencer afirma que, dias após a morte de Diana, o futuro rei lhe disse “pode ter certeza, vamos esquecê-la rapidamente”. Charles foi casado com Diana por 15 anos.
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O Palácio de Buckingham tomou a rara decisão de rebater publicamente as acusações ainda nesta quinta-feira, em um embate que ocupou as manchetes dos jornais britânicos.
Um porta-voz do palácio afirmou que “Sua Majestade reconhece que a dor do luto entre irmãos pode nublar o raciocínio, afetar o julgamento e distorcer memórias de formas que outras pessoas não percebem, mesmo muitos anos depois de uma perda”. A nota acrescentou que a instituição normalmente não comenta livros.
A resposta do palácio foi comparada por veículos britânicos à declaração da rainha Elizabeth II em 2021, quando ela disse que “algumas lembranças podem variar” após acusações de racismo feitas por Harry e Meghan
O livro de Spencer, intitulado “Swan Song: Diana, My Sister“, será lançado na semana que vem e está sendo publicado em capítulos pelo Daily Mail.
Nos trechos mais recentes, Spencer relata que “havia outras pessoas no palácio, como eu já sabia, que ficaram aliviadas, e até satisfeitas, com a morte dela”.
Ele também acusa Charles de o ter submetido a uma ‘explosão de fúria’ depois que insistiu que Diana não gostaria que seus filhos, os príncipes William e Harry, então com 15 e 12 anos, caminhassem em seu cortejo fúnebre.
“Ele explodiu pelo telefone, transparecendo o que sempre entendi como seu ressentimento reprimido contra Diana, e seu horror ao ver o mundo tão abalado com a morte dela”, escreve Spencer.
Tanto William, herdeiro do trono, quanto seu irmão Harry, que deixou as funções reais em 2020 mas retornou ao Reino Unido recentemente, já falaram sobre como foi difícil caminhar atrás do caixão da mãe.
Diana, extremamente popular no Reino Unido, morreu em Paris aos 36 anos depois que o carro em que estava colidiu enquanto o motorista tentava escapar de fotógrafos paparazzi.
A morte dela provocou uma onda de luto no Reino Unido e gerou acusações de que a monarquia não demonstrou a empatia esperada na ocasião.
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