Os Estados Unidos negaram ao presidente palestino, Mahmoud Abbas, um visto de entrada para participar da Assembleia-Geral da ONU, em Nova York, na próxima semana. Abbas é o presidente da Autoridade Nacional Palestina, que administra regiões da Cisjordânia e a Faixa de Gaza.
A decisão prorroga uma proibição em vigor desde o ano passado e foi confirmada por uma autoridade palestina a par do assunto. É o segundo ano consecutivo que o governo do presidente Donald Trump impede Abbas de discursar presencialmente na reunião de líderes mundiais.
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Sem citar nomes específicos, o Departamento de Estado informou que prorrogaria sanções de visto contra autoridades palestinas. Washington justificou a medida por ações que, segundo o governo americano, buscariam “internacionalizar o conflito israelo-palestino”, incluindo processos contra Israel em tribunais internacionais.
A Assembleia-Geral das Nações Unidas, formada por 193 membros, deve votar nesta quinta-feira (17) uma autorização para que Abbas envie uma declaração em vídeo ao encontro anual. No ano passado, ele também participou da reunião por vídeo.
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Autoridade Palestina critica decisão
Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores da Autoridade Palestina afirmou que a decisão dos Estados Unidos contraria o desenvolvimento das relações entre a Palestina e Washington.
O órgão também disse que a medida prejudica a criação de um ambiente político necessário para implementar a solução de dois Estados e alcançar paz e estabilidade na região.
Autoridades palestinas afirmam que décadas de negociações mediadas pelos Estados Unidos não conseguiram encerrar a ocupação israelense nem garantir a criação de um Estado palestino independente.
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EUA citam política externa
Pelo acordo de sede da ONU, de 1947, os Estados Unidos, em geral, devem permitir o acesso de diplomatas estrangeiros à sede da organização em Nova York.
Washington, porém, afirma que pode negar vistos por motivos de segurança, extremismo e política externa.
A negativa ocorre em um momento de tensão diplomática em torno da participação palestina na Assembleia-Geral, em que aliados dos americanos reconheceram a Palestina como Estado no ano passado.
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