O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira, 23, que vai flexibilizar restrições a alguns produtos de maconha e acelerar a reclassificação da droga como menos perigosa. A medida não legaliza a cannabis no país, mas pode remodelar um setor que movimenta cerca de US$ 47 bilhões por ano.
A reclassificação envolve levar produtos de maconha medicinal para uma categoria menos restritiva, semelhante a analgésicos comuns, cetamina e testosterona, e também transferir itens aprovados pela FDA para essa nova classificação. O objetivo é reduzir barreiras à pesquisa, facilitar financiamentos e diminuir encargos tributários.
O procurador-geral interino, Todd Blanche, afirmou que há um esforço mais amplo para reclassificar todos os usos da planta como menos perigosos. A ação é vista como alinhamento entre ciência, medicina e políticas públicas, mantendo a proibição sobre uso recreativo em nível federal.
Impactos no setor
Espera-se que a medida reduza entraves para pesquisa e desenvolvimento, abrindo espaço para novos tratamentos. Empresas como Canopy Growth, Tilray Brands e Trulieve Cannabis devem sentir o impacto, com ganhos esperados por investidores.
Segundo o governo, a mudança pode facilitar financiamento para empresas e ampliar o acesso a produtos regulados. As ações de companhias de cannabis nos EUA chegaram a subir entre 6% e 13% após o anúncio, refletindo otimismo dos mercados.
A medida ocorre após decreto de dezembro assinado pelo ex-presidente Donald Trump, que orientou o DOJ a flexibilizar restrições à maconha. Especialistas avaliam que o passo repassa ao governo federal o movimento já permitido por muitos estados.
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