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Tráfego no Estreito de Ormuz cai a apenas três navios em meio à guerra

Escalada do conflito no Golfo Pérsico reduz tráfego por rota que concentrava passagem de 20% do petróleo e gás do mundo

Contratorpedeiro da Marinha dos Estados Unidos navega no Estreito de Ormuz em dia nublado, com helicóptero sobrevoando a embarcação e montanhas visíveis ao fundo
"Navio de guerra dos EUA no Estreito de Ormuz, rota que chegava a receber 125 embarcações comerciais por dia antes do conflito (Crédito: Reprodução/U.S. Central Command)

O número de navios de carga que passaram pelo Estreito de Ormuz recuou para apenas três na quarta-feira (16). No dia anterior, haviam sido 12, número que já era bem inferior à média dos últimos dez dias, próxima de 17 navios por dia, segundo dados preliminares de rastreamento de embarcações divulgados nesta quinta-feira (17).

Até o início da guerra no Irã, em 28 de fevereiro, cerca de 125 grandes embarcações comerciais costumavam cruzar diariamente o estreito, entre petroleiros, navios de gás, graneleiros e porta-contêineres. Cerca de 20% do petróleo bruto e do gás natural liquefeito consumidos no planeta passavam pelo canal

Os números mais recentes não contabilizam eventuais navios que tenham cruzado a via com os transponders do Sistema de Identificação Automática desligados, recurso usado para escapar de monitoramento.

Estreito de Ormuz: tráfego atinge 5% do volume anterior à guerra

Entre as três embarcações que atravessaram o Estreito de Ormuz na quarta-feira, um graneleiro Supramax vazio entrou no canal pela rota iraniana, enquanto um petroleiro vazio de derivados de petróleo utilizou uma rota não informada. Um petroleiro Panamax deixou a hidrovia por um trajeto também não divulgado, de acordo com dados da consultoria Kpler publicados na madrugada desta quinta.

A movimentação de navios vem caindo ao longo da semana, no mesmo período em que o conflito no Golfo Pérsico se agravou. A força aérea saudita bombardeou o Iêmen, enquanto combatentes houthis, apoiados pelo Irã, responderam com drones e mísseis contra cidades da Arábia Saudita.

Irã anuncia zona marítima restrita fora do Estreito de Ormuz

O avanço dos houthis ao longo do litoral do Mar Vermelho no Iêmen, somado aos ataques contra território saudita e aos danos causados ao oleoduto leste-oeste, ampliou a presença iraniana no conflito e elevou os riscos para o fornecimento global de petróleo.

No Mar Vermelho, as passagens de navios pelo Estreito de Bab el-Mandeb também diminuíram, de 24 na terça-feira para 21 na quarta-feira.

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