A ação de acionistas da Warner Bros. Discovery aprovou a venda da empresa para a Paramount Skydance, formando um grupo avaliado em 110 bilhões de dólares. A fusão reúne marcas como CNN, CBS, HBO e Nickelodeon, além de franquias conhecidas como Harry Potter, Game of Thrones, Missão Impossível, Bob Esponja e o universo DC Comics. O acordo depende de aprovações regulatórias nos EUA, Reino Unido e Europa. O Departamento de Justiça já solicitou informações para analisar impactos na concorrência nos segmentos de streaming, cinema e produção.
A conclusão depende, ainda, de autorização de órgãos reguladores. A autoridade norte-americana avalia efeitos sobre competição, preço, escolha de conteúdo e efeito sobre empregos. Analistas avaliam que o movimento pode alterar o equilíbrio entre grandes estúdios e plataformas de streaming, com impactos para consumidores e anunciantes.
Durante a votação, também foi rejeitado um bônus de até 887 milhões de dólares ao presidente da Warner, David Zaslav. O negócio coloca o empresário David Ellison, da Paramount, em posição de destaque no setor de entretenimento. A negociação é acompanhada de perto por autoridades e pelo governo por sua potencial influência sobre mídia e jornalismo.
A fusão é encarada por críticos como favorável a aliados políticos do presidente dos EUA, Donald Trump. O mandatário tem feito críticas públicas à CNN, o que alimenta debates sobre o alinhamento entre governos e conglomerados de mídia. Especialistas ressaltam que a operação pode ampliar a influência de stakeholders no setor.
Reação em Hollywood
Mais de 4 mil profissionais do cinema e da TV assinaram uma carta contrária à fusão. Assinam atores e diretores de peso, entre eles Robert De Niro, Sofia Coppola, Pedro Pascal, Florence Pugh, Edward Norton, Joaquin Phoenix, Ben Stiller, Kristen Stewart, David Fincher e Denis Villeneuve. O documento alerta para concentração de mercado e redução de oportunidades de trabalho.
Manifestos e protestos foram organizados para pressionar reguladores e autoridades políticas. Um ato em Washington prevê protesto próximo a um jantar privado de David Ellison, em apoio a Trump e a correspondentes da CBS News. O objetivo é ampliar o debate público sobre os impactos da operação.
Fontes: reportagens publicadas em 28/02/2026, 23/04/2026 e 23/04/2026.
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