O cristianismo enfrenta mudanças relevantes na prática religiosa em 2024, com base em pesquisas do Pew Research Center em 24 países. O estudo analisa quem deixou a fé recebida na infância para adotar outra identidade religiosa ou nenhuma.
Entre os ramos, o catolicismo registrou perdas em maioria das nações analisadas, enquanto o protestantismo exibiu crescimento em vários contextos. Em metade dos países, a maioria foi criada na fé católica, variando de 59% na Hungria a 96% na Polônia.
No conjunto, 21 dos 24 países apresentaram saída líquida de fiéis católicos. A Hungria foi a exceção, com mais conversões do que abandonos. Em Quênia e Coreia do Sul, entradas e saídas ficaram equilibradas.
Em vários lugares, parte dos ex-católicos migra para o protestantismo, enquanto outra parcela se declara sem religião. Na Europa e na América Latina, a saída para ateus, agnósticos ou sem religião é expressiva, como no Chile, onde 19% da população é ex-católica.
No Brasil, 15% da população se converteu ao protestantismo após ter sido criada em outra fé, enquanto 6% deixaram o catolicismo, resultando em ganho líquido de 9 pontos percentuais. A maioria dos novos protestantes vem de ex-católicos.
Entre os países analisados, Polônia (92%), Filipinas (80%) e Itália (69%) continuam com o catolicismo majoritário. Em contrapartida, Suécia, Reino Unido e Alemanha registraram quedas líquidas no protestantismo.
Em termos globais, o protestantismo mantém participação próxima de um quarto da população na maioria das nações estudadas, com maior peso histórico em África e América Latina. Ghana e Quênia aparecem como exceções com maioria protestante (62% e 55%, respectivamente).
As médias apresentadas refletem transformações na composição de comunidades de fé e no desenvolvimento de tradições cristãs em contextos culturais distintos.
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