O Ministério das Relações Exteriores informou nesta segunda-feira que uma menina brasileira de 11 anos, sua mãe, também brasileira, e o pai, libanês, morreram após ataques israelenses no Líbano. O governo brasileiro recebeu a notícia com consternação e pesar, divulgando o ocorrido como vítima de ataques das Forças de Defesa de Israel.
Os ataques ocorreram no dia 26 de abril, quando o Exército israelense realizou ações no sul do Líbano, mesmo com o cessar-fogo com o Hezbollah prorrogado até a segunda quinzena de maio. A ofensiva ocorreu após um alerta de evacuação para moradores de sete cidades e vilarejos da região, segundo informações da imprensa internacional.
De acordo com o Exército de Israel, as ações foram motivadas por repetidas violações do cessar-fogo pelo Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã que atua na região. Pelos termos do acordo de abril, Israel mantém o direito de continuar operações contra o Hezbollah durante o período de cessar-fogo.
Na quarta-feira anterior, pelo menos cinco pessoas morreram em bombardeio israelense no sul do Líbano, incluindo uma jornalista libanesa de 43 anos, fato que também ganhou repercussão internacional. O Brasil reiterou condenação aos ataques e à demolição de residências, defendendo o respeito ao cessar-fogo.
Contexto internacional e reações
A defesa de um cessar-fogo está no centro do debate regional, com observadores destacando a necessidade de evitar novas escaladas. O Itamaraty reforçou a posição de que o direito de autodefesa deve observar o respeito a normas humanitárias e a proteção de civis. A região permanece sob tensão e com vigilância internacional.
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